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27/05/09 - SPVS INFORMA
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27/05/09 - SPVS INFORMA

Estudo no Paraná e Santa Catarina demonstra que são poucas as áreas onde é possível encontrar áreas de Floresta com Araucária

Pesquisa identificou as regiões no Paraná e noroeste de Santa Catarina com remanescentes da Floresta com Araucária;
SPVS está em busca de proprietários em  11 regiões prioritárias que possuem  áreas com floresta;

A SPVS – Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – realizou um levantamento para detectar áreas que ainda possuíssem Floresta com Araucária nos estados do Paraná e noroeste de Santa Catarina. A pesquisa, com o financiamento do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio/KFW) identificou 28 áreas de análise, com a identificação de 11 áreas prioritárias, localizadas na região centro-sul do Paraná e noroeste de Santa Catarina.

Municípios como Fernandes Pinheiro, Teixeira Soares, Turvo, Inácio Martins, Pinhão, Reserva do Iguaçu, Coronel Domingues Soares e General Carneiro, no Paraná; e Ponte Serrada, Passos Maia, Vargem Bonita, Irani, Água Doce e Abelardo Luz, em Santa Catarina, são algumas regiões de destaque apontadas na pesquisa. Estas regiões possuem remanescentes significativos de Floresta com Araucária, destacando-se do restante do território do Estado.

As áreas identificadas na pesquisa, mesmo sendo áreas privadas sofrem pressão. No trabalho foram observados fornos de carvão, assentamentos que podem ser ilegais, próximos a áreas em processo de desmatamento, caminhões circulando em áreas remotas com toras de madeira nativa, que abastecem o mercado informal, que só existe porque muitas pessoas não se preocupam com a origem da madeira e produtos que consomem. Outro fator que contribuiu para o quase total desaparecimento da Floresta com Araucária são os plantios comerciais de pinus que sem o devido controle invadem ambientes naturais, além de áreas de plantio de monoculturas, prevalecendo à soja, em grandes e médias extensões e propriedades familiares de fumicultura, erva-mate e pecuária em pequena escala. 

Segunda etapa

A primeira parte do projeto foi o de identificar as regiões. Agora, a sequência é a visita aos proprietários. O objetivo é apresentar o Projeto Desmatamento Evitado, para promover incentivo e apoio à conservação da área por meio da adoção por empresas interessadas em compensar suas emissões de gases de efeito estufa pela manutenção do estoque de carbono existente nas áreas de floresta. Isso acontece porque áreas de floresta em pé armazenam carbono em sua biomassa e, ao protegê-las, evita-se que o carbono seja liberado para a atmosfera.

A proposta de adoção de áreas é então apresentada aos proprietários, que são convidados a participar do programa. O passo inicial é a realização de um cadastro que ajuda a fornecer informações aos possíveis parceiros: estado de conservação da área, localização, condição fundiária, histórico de uso e perfil do proprietário (seu compromisso com a conservação).

Se a propriedade tiver boa qualidade ambiental e o proprietário manifestar interesse na conservação e na parceria, a área será destinada à adoção. A partir daí, inicia-se um trabalho gradual de aproximação entre as expectativas do proprietário e as do apoiador.

Depois da adoção, a SPVS elabora um plano de manejo para auxiliar o proprietário a executar ações, de forma a proteger melhor as áreas de possíveis ameaças, como caça, coleta predatória de pinhão, retirada ilegal de lenha, ocorrência de espécies exóticas invasoras ou mesmo restaurar trechos da floresta que estejam degradados. Durante o período da adoção, o apoio técnico será feito através de visitas de monitoramento periódicas, realizadas por um técnico da SPVS, que irá orientar o proprietário em relação à conservação da floresta com base no Plano de Manejo. O custo das ações na propriedade são pagos pelos repasses mensais realizados ao proprietário.

O Programa

O Programa Desmatamento Evitado, uma iniciativa da SPVS – Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – em parceria com o setor privado, já garantiu a adoção e preservação de 2085,31 hectares de áreas com florestas nativas. Comparado aos dados do levantamento realizado em 2001 pela Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (FUPEF), a área representa 3,16% dos remanescentes em bom estado de conservação da floresta com Araucária no estado do Paraná.

Até o momento, são 17 propriedade adotadas no Paraná e Santa Catarina. As áreas adotadas estão localizadas nas cidades da Lapa, Bocaiúva do Sul, Fernandes Pinheiro, São João do Triunfo, Guarapuava, Prudentópolis, Castro, São José dos Pinhais e Tibagi, no Paraná, e Itaiópolis e Alfredo Wagner, em Santa Catarina. As áreas foram adotados pelo HSBC, Grupo Positivo, Souza Cruz, Rigesa, Sun Chemical, Boeing e Fundação O Boticário.

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