08 de Janeiro de 2009
Saiba mais sobre o novo plano de uso sustentável da Ilha do Mel aprovado em 8 de Janeiro de 2009.

DOC. OFICIAL PARA DOWNLOAD

07 de Abril de 2009
Conheça aqui o trabalho genial do artista Caco, residente na ilha há 17 anos.

08 de Junho de 2009
A ong Mater Natura divulga-nos seu Projeto Cultura Viva da Ilha do Mel, que oferece oficinas de audiovisual a comunidade

10 de Julho de 2009
O Ponto de Cultura da Ilha do Mel promove a 1ª etapa da Oficina de Audiovisual - A imagem em palavra: como fazer um roteiro audiovisual?

02 de Agosto de 2009
O Ponto de Cultura da Ilha do Mel promove a 2ª etapa da Oficina de Audiovisual – Produção de vídeos.

 

 

 

 

Com a paciência de um forjador de espadas!

clique nos desenhos para ampliar

O artista Caco de 55 anos, natural de Bauru, SP, conhece a ilha há 22 anos e reside nela há 17. Escolheu morar ali pela sua beleza natural, aonde encontrou uma "natureza crua" e pessoas que o receberam muito bem. Começou trabalhando com artesanato, mas já traçava seus desenhos paralelamente, tendo consciência que seu traço era acima da média. Desde criança se interessava pelo desenho, reproduzindo e ampliando imagens de gibis como exercício. De formação autodidata, nunca cobrou de si uma responsabilidade artística sobre seu trabalho. Tampouco se sente enquadrado em algum movimento artístico por se sentir a vontade para flertar em qualquer estilo.

Sem qualquer tipo de censura ou auto limitação em sua arte, Caco revela-se influenciado por Salvador Dali quando conta sobre a importância que dá em viver o momento e se permitir representar tudo o que percebe de sua realidade a sua própria maneira. Também cita uma forte admiração pelo trabalho surreal e monocromático de M.C.Escher e a dedicação de Van Gogh. E Dedicação é uma virtude que facilmente é percebida na obra de Caco, relatada pelo próprio de diversas formas. Encara cada trabalho seu como uma próxima obra-prima, sentindo após esse esforço, um prazer muito grande quando percebe que conseguiu representar uma idéia de acordo com seus padrões. E para chegar até aí, não tem nenhuma pressa, faz os trabalhos na medida em que surgem seus lampejos. Cita casos em que está reunido com amigos e chega a se ausentar repentinamente quando surge uma boa idéia para completar um trabalho seu em andamento e não perder o momento! Suas obras são todas feitas em grande parte com caneta esferográfica preta, inclusive as sombras e esfumatos que são produzidas com uma paciência que invejaria qualquer forjador de espadas.

Vê a arte não só como trabalho, mas como uma filosofia de vida. Se diz grato a Deus por ter seguido esse caminho que alimenta a sua alma, e lhe mostra a cada dia uma nova maneira de se conhecer. Através do exercício de concentração que a arte proporciona, busca uma paz interior e um equilíbrio existente na lógica do yin yang.

Acredita que o ensino de arte atual indiretamente obriga os alunos a seguirem caminhos, fazendo-os esquecerem de trilhar os seus próprios. Sempre que pode visita a Bienal de Arte em SP. Certa vez pensou em levar alguns quadros debaixo do braço e expor no portão do Ibirapuera tentando passar a mensagem de uma arte que se perdeu, mas humildemente desistiu por achar que estaria dando muita importância a crítica. Caco tem gosto musical bastante variado e para trabalhar diz que gosta de escutar um som instrumental, cita o músico curitibano Glauco Solter, Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Paco de Lucia, e muitos outros.

Caco não vende seus trabalhos originais, apenas reproduções e camisetas que podem ser encontradas em sua loja bem próxima ao trapiche de Brasília. Não deixe de conhecer!
Aguarde na próxima edição da revista, o endereço do site do artista para entrar em contato.

por Renato Calliari